“Parasita” já atraiu 380 mil pessoas aos cinemas no Brasil





O longa-metragem sul-coreano “Parasita”, de Bong Joon-Ho, premiado com quatro Oscars 2020 (Filme, Filme Estrangeiro, Direção e Roteiro Original) num feito inédito para uma produção de fora dos EUA, somou até agora um público de aproximadamente 380 mil pessoas no Brasil.


A título de comparação, a comédia nacional “Minha Mãe é Uma Peça – 3”, em cartaz desde 26 de dezembro, teve até agora cerca de 9 milhões de espectadores. “Parasita”  também foi o vencedor do último Festival de Cannes, levando a Palma de Ouro por unanimidade. O filme estreou em novembro de 2019 no Brasil e segue em cartaz no chamado circuito de filmes independentes.

Na trama de “Parasita”, os integrantes de uma família tradicional (pai, mãe e dois filhos jovens) estão desempregados e vivem em condições precárias. Até que o filho mais velho arruma emprego como professor de inglês de uma garota da classe alta e todos da família acabam por se infiltrar na vida de luxo e glamour da família rica.  A partir daí, desenvolve-se uma alegoria de luta de classes, com suas famigeradas consequências.

Veja o trailer do filme aqui.  

Distribuição é de empresa de André Sturm, indicado ao governo

A distribuição de “Parasita” no País é da Pandora Filmes e Alpha Filmes.  A Pandora pertence a André Sturm, que foi convidado para o cargo de Secretário do Audiovisual do governo federal, mas ainda não foi nomeado oficialmente. A pasta é subordinada à Secretaria Especial da Cultura, assumida recentemente pela atriz Regina Duarte. Sturm, um nome de prestígio na indústria do audiovisual, é também sócio do Cine Petra Belas Artes e foi secretário municipal da Cultura de São Paulo na gestão João Dória.

Sua ida recente a Brasília já rendeu frutos positivos ao audiovisual brasileiro. No final de 2019, por exemplo, o presidente Jair Bolsonaro assinou na véspera do Natal o decreto estabelecendo cotas mínimas de exibição nas salas de cinema de filmes nacionais – no ano anterior, esta medida não tinha sido assinada. 

Em postagem pública na sua rede social pessoal, Sturm comentou: “BOAS NOVAS! No dia 24, o Presidente assinou o Decreto que estabelece os dias mínimos de exibição de filmes brasileiros nos cinemas do país! Ao contrário do ano passado, quando pela primeira vez na história o decreto não foi assinado, teremos a garantia de um espaço mínimo para o nosso cinema nas salas! Na semana passada, minha primeira em Brasília, fui testemunha do empenho do Secretário da Cultura Roberto Alvim, em garantir a assinatura do Decreto. Levou embaixo do braço e explicou pessoalmente ao Presidente a importância da medida. Afinal, basta olhar e ficar chocado com a informação de que apenas o novo Star Wars está em quase 2 mil salas no país!!”

Sobre esse assunto, ele também publicou no começo de janeiro esse texto, junto a uma  reportagem sobre  o número de salas para o longa-metragem de animação "Frozen 2":  “COMO PODE? Veja a manchete abaixo! Se você tinha dúvidas de por que é necessário a existência de Cota de Tela para filmes brasileiros, termina aqui. Um único filme sendo exibido em mais de 90% dos cinemas do Brasil? Onde está a concorrência? Como competir com esta avalanche? E, como sempre digo, o maior prejudicado é o público. Se você quis ir a um cinema comercial neste final de semana, qual sua opção? Nenhum produto poderia ter esta ocupação de mercado. Precisamos deixar de ser estrangeiros em nosso próprio cinema e garantir às pessoas o direito de escolher que filme querem assistir!"

Uma semana antes, a respeito do Fundo Setorial do Audiovisual, Sturm também publicou: “RECURSOS! Muito feliz de ainda antes de estar nomeado ter ajudado na aprovação no Comitê Gestor do FSA do Plano Anual de Investimento. São R$ 703 milhões para 2020. Viva o Cinema Brasileiro!!”

Quem é André Sturm


André Sturm fundou a Pandora há 30 anos, uma produtora dedicada a distribuição de filmes independentes no mercado nacional de salas de cinema. Recentemente, ele também criou um serviço de streaming para filmes cultuados. Ele tem amplo envolvimento com o setor. Já foi presidente do Siaesp - Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo, e é produtor, distribuidor e exibidor cinematográfico. Foi ainda dirigente do MIS – Museu da Imagem e do Som, de São Paulo, e teve também papel central no projeto exportador de cinema do Siaesp com a Apex, o Cinema do Brasil.





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