Usina de força


Ver o Kraftwerk é uma experiência e tanto. Afinal, os caras são os pais de todos os Djs de música eletrônica, house, techno,trance ou o que mais se chame. Pra mim, lá atrás, o que eles faziam desde os anos 70 e que só fui conhecer no final dos 80 era rock industrial, termo que caiu em desuso.
Visualmente, a apresentação do Kraftwerk - literalmente, fábrica de força/energia, em alemão - é impactante, embora um local tão aberto e amplo como foi a chácara do Jockey no último dia 22/março, em São Paulo, não é o lugar mais apropriado. Quem já tinha visto antes em lugares menores relatou que foi melhor - não era o meu caso, que os vi pela primeira vez neste palco maior. Pra mim, foi clássico, ver os quatro ali de pé diante de seus notebooks a executar Autobahn, Man Machine e Tour de France que, embora hits antigos, estão plena forma e influenciaram uma leva de sons que embalam as pistas eletrônicas de dança até agora.
Pena que o Kraftwerk não produza mais nada de novo... será por que já acham que deram sua contribuição? Afinal, eles não sampleam, não copiam ou mixam os hits alheios, o que serve de base de criaçao de nove em cada dez Djs famosos dos dias atuais.
Talvez seja isso mesmo, vai ver os caras não queiram mais compor como forma de protesto a essa pasteurização e apropriação do som dos outros que virou o eletrônico!

Postar um comentário

0 Comentários